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Aqui você encontra Soluções Integradas entre produtos de primeira qualidade e mão de obra especializada na preparação e aplicação de revestimentos para pisos industriais de alto desempenho.

Nossos profissionais são atualizados constantemente por meio de processos de reciclagem e treinamentos, os equipamentos que utilizamos na preparação e aplicação de nossos revestimentos são modernos e de última geração. Disponibilizamos a nossos clientes não apenas produtos ou serviços de qualidade e sim Soluções Integradas e específicas dimensionadas para cada tipo de solicitação, buscando sempre a satisfação total na solução implantada.

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Limpeza e conservação de revestimento de alto desempenho

Postado por: admin | Concreto | sexta-feira 20 maio 2011 11:38

A vida útil de projeto é provavelmente o critério mais importante e constitui sem dúvida a primeira pergunta quando se escolhe um revestimento para o piso. Qual é a expectativa de vida da unidade industrial: 2, 5, 10 ou 20 anos? É possível ou desejável fazer-se uma manutenção regular? Está previsto um plano de conservação (limpeza) prolongando assim a vida útil do revestimento? Estas questões nem sempre são extrapoladas.

A especificação para o revestimento do piso deve corresponder ao ciclo de vida ou a um dado período previsto sem manutenção, mas com conservação determinante para cada projeto. Poderá tratar-se de uma questão cultural mas que deve ser levada em consideração.

Em determinados setores industriais, as normas vigentes exigem determinadas características, em matéria de higiene e segurança ocupacional quanto ao piso. Entretanto, em se tratando de instalações industriais, não existe um procedimento padrão a ser seguido, os quais, muitas vezes, são desenvolvidos pela equipe de manutenção do cliente, a partir de tentativa e erro, fazendo-se alterações quando necessário.

O projeto é um processo crítico. É comum se deparar com a insuficiente atenção à escolha do tipo de revestimento, geralmente postergada ou ignorada. De igual modo, não são contabilizados planos de conservação.

Em projetos de reabilitação e em programas de manutenção, as camadas de acabamento são muitas vezes revistas, seja para a mudança do lay-out ou para a instalação de novos equipamentos. Mesmo que este investimento tenha sido previsto inicialmente, valerá a pena considerar as consequências financeiras da perda de produção e/ou outros custos inerentes, devido à interrupção ou paradas.

No sentido de manter o revestimento de pavimento escolhido nas melhores condições, é fundamental a ativação e cumprimento de um plano de conservação e limpeza correto adaptado às exigências do local. Neste sentido devem ser realizadas inspecções periódicas por uma empresa de conservação/limpeza especializada.

A Limpeza Inicial
Quando instalado pela primeira vez e totalmente curado, o revestimento deve ser limpo com um detergente apropriado de pH neutro e devidamente controlado, utilizando para tal os equipamentos e acessórios (escovas ou mopas rotativas) adequados à textura/rugosidade do revestimento existente e dimensão do local.

O local a intervir deve ser previamente aspirado a seco, de forma a eliminar todo o tipo de resíduos sólidos (poeira, areia, etc). Uma segunda inspeção ajudará a identificar a existência de zonas que necessitem de um tratamento específico, como por exemplo, zonas com derrames de óleo, pegadas ou marcas de pneus de empilhadeiras. (mais…)

Novos conceitos na produção de concretos de alto desempenho

Postado por: admin | Concreto | sexta-feira 13 maio 2011 10:54

O uso de concretos de alta durabilidade tornou-se uma prática comum em muitas aplicações, especialmente para estruturas, pisos industriais e obras de reparo e reabilitação. Além disso, a evolução das adições minerais e químicas tornou possível produzir concretos cada vez mais resistentes e duráveis, muito além do que se pensava possível há poucos anos atrás. Mas, cabe salientar que concretos de alta resistência não são materiais revolucionários, mas sim um aprimoramento de concretos convencionais.

Nesta classe de materiais cimentícios é imprescindível dar especial atenção aos detalhes, para conseguir produzir concretos de alto desempenho com elevada resistência e durabilidade superior. Alto desempenho parece ter se tornado a palavra-chave na tecnologia dos concretos de hoje.

No início da década de 1940, concretos de 30 MPa já eram considerados de alta resistência. Este nível pulou para 50 MPa no final dos anos 50 e, no início dos anos oitenta já se produziam concretos com mais de 100 MPa. Os concretos de alto desempenho estão entre os materiais mais importantes disponíveis no mercado para construir ou reparar estruturas com elevadas solicitações mecânicas, físicas e químicas, tais como edificações, pontes e pisos industriais.

O grande interesse despertado por esta classe de materiais de construção civil deve-se a maior produtividade de aplicação e a menor manutenção ao longo do tempo. As regras gerais de dosagem, aditivação, processamento, aplicação e cura que se aplicam aos concretos convencionais não podem ser aplicadas diretamente em concretos de alto desempenho, devido às características especiais destes compósitos.

Por isto, o desenvolvimento e o manuseio de concretos de alta durabilidade requerem mais do que simples engenharia, pois se trata de uma arte prática com embasamento teórico. O alto desempenho dos concretos, com relação a resistência e a durabilidade, pode ser alcançado através do controle de três parâmetros: (i) empacotamento das partículas grossas (agregados); (ii) ajuste granulométrico dos finos (cimento e adições minerais); e (iii) controle do estado de dispersão da matriz cimentícia.

Apenas com a otimização simultânea destes três parâmetros no processo de desenvolvimento do traço do concreto é que são possíveis elevadas resistências com baixos índices de patologias, tais como falhas de preenchimento, fissuração, delaminação, retração e empenamento. Nos concretos de alto desempenho (e não só elevada resistência) todos os componentes da formulação são levados aos seus limites críticos de otimização!

Para se obter tal característica microestrutural os conceitos de empacotamento, otimização granulométrica e dispersão da matriz são imprescindíveis. A matriz cimentícia não pode ser constituída apenas por gel de cimento (cimento + água) e agregado fino, pois isto induz a uma elevada porosidade na zona interfacial de transição entre os agregados graúdos e a pasta.

Quando instalado pela primeira vez e totalmente curado, o revestimento deve ser limpo com um detergente apropriado de pH neutro e devidamente controlado, utilizando para tal os equipamentos e acessórios (escovas ou mopas rotativas) adequados à textura/rugosidade do revestimento existente e dimensão do local. (mais…)

A seleção de um revestimento de alto desempenho apropriado

Postado por: admin | Concreto | sexta-feira 6 maio 2011 14:12

A escolha do revestimento de alto desempenho (RAD) mais adequado para cada tipo de aplicação é um dos fatores críticos para o sucesso do projeto e para a garantia da durabilidade do piso.

Diante de uma situação de seleção do revestimento, é importante saber se o RAD será aplicado sobre um piso de concreto novo, dimensionado e projetado para recebê-lo ou se o revestimento será aplicado sobre um piso de concreto existente, com o objetivo de modernizar ou de mudar a finalidade de uso do piso.

Mesmo que se adote um RAD perfeitamente compatível com as solicitações a que o piso estará sujeito, seu desempenho e vida útil poderão estar completamente comprometidos se houverem deficiências na preparação da superfície ou falhas no substrato tais como: movimentações não previstas, umidade ascendente, falta de previsão ou de proteção de juntas, etc.

Particularmente no Brasil, os problemas decorrentes de umidade ascendente e pressão de vapor têm se mostrado de grande importância. Não tem sido raro encontrar defeitos em RAD causados por bolhas de 1 a 10 milímetros de diâmetro. Estas bolhas, que sempre contêm um líquido alcalino sob pressão no seu interior, surgem entre duas semanas e três meses após da instalação do RAD.

Esta anomalia geralmente ocorre em revestimentos de baixa permeabilidade e de maior espessura e decorre de um processo denominado “osmose”. A pressão gerada no interior dos poros capilares do concreto é enorme e provoca o descolamento do revestimento do substrato. O RAD, que é bem mais flexível que o concreto, deforma-se plasticamente formando a bolha para o alívio e equilíbrio da pressão. A prevenção deste fenômeno é fácil quando se trata do projeto de pisos novos.

Os projetos modernos consideram sempre a especificação de sistemas de drenagem e de impermeabilização, o que é suficiente para prevenir o problema. Outra medida importante é obedecer ao prazo de cura e de secagem do concreto novo, não aplicando o RAD antes de 28 dias do lançamento do concreto. Certamente há medidas técnicas que podem ser adotadas na etapa de projeto e especificação do concreto, que possibilitam minimizar este prazo. No caso de pisos de concreto existentes, deve-se garantir a completa remoção de contaminações e a total secagem do piso.

Em qualquer situação – pisos novos ou existentes – é recomendável sempre efetuar a medição prévia da umidade superficial, adotando-se o procedimento descrito na ASTM D 4263/83, ou ainda utilizando um equipamento medidor de umidade superficial adequado e calibrado, liberando a aplicação do RAD somente quando a umidade superficial for inferior a 5%.

Para situações em que este índice não puder ser obtido, também existem primers e revestimentos dispersos em água, ou mesmo híbridos à base de cimento Portland e polímeros, que são compatíveis com substrato úmido e podem ser empregados como camada intermediária, permitindo a aplicação do RAD imediatamente após a polimerização desta camada.

A seleção do RAD mais apropriado para cada situação de uso deverá ser efetuada por um especialista considerando-se os aspectos descritos na Tabela seguinte. (mais…)

Microcimento: nova tecnologia na manutenção e reparo de pisos

Postado por: admin | Concreto | quarta-feira 27 abril 2011 16:13

A tecnologia de reabilitação de pisos com a utilização de microcimentos é relativamente nova no Brasil, mas muito utilizada no exterior com grande sucesso e custo altamente competitivo frente às tecnologias convencionais.

Qualquer manutenção ou reparo em pisos industriais deve ser realizada de maneira criteriosa, iniciando pela observância das condições de uso e vida útil estabelecida no projeto deste piso. Dessa maneira, uma avaliação prévia das condições estruturais de um piso deve ser feita considerando os dados estabelecidos em projeto e as condições de execução do mesmo e, na falta destes dados, esta avaliação deve ser realizada com base em técnicas recomendadas para avaliação.

As patologias mais comuns que acometem os pisos são as perdas de suporte por recalque de fundação resultando em degraus, movimentação vertical de placas, esborcinamento de juntas, bombeamento de finos da base (mais comum em pavimentos rodoviários e eventuais pisos externos), empenamento de placas, quebras localizadas, trincas e fissuras, delaminação superficial, desgaste por abrasão, empoeiramento, dentre outros.

Uma vez determinada a anomalia do piso, estuda-se as alternativas cabíveis de reabilitação, que devem considerar as causas que originaram tais patologias.

Dentre as mais recentes tecnologias para manutenção e recuperação de um piso industrial, destaca-se a utilização de microcimentos “in natura” ou compósitos a base de microcimentos, dependendo do tipo de patologia, ou até mesmo uma associação dos processos.

Tecnologia

A tecnologia de reabilitação de pisos com a utilização de microcimentos é relativamente nova no Brasil, mas muito utilizada no exterior com grande sucesso e custo altamente competitivo frente às tecnologias convencionais.

Basicamente, o microcimento é um material cimentício à base de clínquer finamente micronizado com diâmetro médio de partículas menor que 6 µm, resultando uma finura em torno de 5 vezes menor do que a de um cimento comum, o que lhe confere alta injetabilidade, excelente reologia de calda quando em estado fresco, alta aderência química, maior formação de gel e cristais de hidratação, e maior embricamento dos micros grãos.

Entretanto, todo material de granulometria reduzida (produzido com partículas ultrafinas) tem uma forte tendência à interação de partículas o que implica numa maior atração eletrostática das mesmas. Desta maneira, para o preparo de uma calda coloidal de microcimento, se faz necessário a utilização de aditivos dispersantes produzidos exclusivamente para serem utilizados com microcimento e o emprego de um misturador coloidal para romper mecanicamente a força de interação que age sobre as partículas do microcimento. (mais…)

Resina poliuretana de origem vegetal

Postado por: admin | Diversos | quinta-feira 14 abril 2011 15:26

Poliuretanos vegetais são resinas obtidas a partir de óleos vegetais e processadas com aditivos de performance e que na presença de isocianatos unem-se por ligações uretânicas. São amplamente usadas
para a produção de espumas rígidas e flexíveis, elastômeros duráveis, adesivos de alto desempenho, selantes, fibras, impermeabilizantes, vedantes, peças técnicas, sistemas de revestimento de pisos e tintas.

Dentre os óleos mais utilizados para a produção destes polióis, o óleo proveniente da baga da Mamona (Ricinus Communis) obtém um lugar de destaque na produção da maioria dos insumos para a indústria. Isso deve-se à caracteristica de um dos seus principais constituintes, o Ricino, que possui presença de Hidroxilas (OH) na cadeia carbônica que podem ser aumentadas ou reduzidas quantitativamente, atribuindo, respectivamente, a dureza e a flexibilidade ao produto a ser obtido.

A principal atribuição da mamona no mercado é o apelo ecológico, por se tratar de fonte renovável e de fácil reciclagem. A torta gerada na extração do óleo de mamona é rica em NPK (nitrogênio Fosforo e Potássio) e é utilizada como fonte de nutrientes orgânicos para o solo.

Pisos Industriais
Várias empresas nacionais e internacionais que atuam no ramo de revestimentos para pisos industriais (RAD) vêm utilizando o óleo de mamona para produzir um composto cimentício-resinado, que aplicado com espessuras entre 4,0 a 6,0 mm reveste com alta performance os pisos de fábricas, áreas de produção, corredores de tráfego, câmaras frigoríficas etc.

Estes revestimentos considerados de alto desempenho possuem boa resistência a produtos químicos como ácidos, bases, solventes e são resistentes à abrasão. Muitos desses produtos citados podem ser
aplicados em substratos com umidade de até 10 %, e após aplicada a camada especificada não necessita de “top coat” (pintura final).

A aplicação de resinas vegetais em impermeabilização de lajes e reservatórios também ganha espaço no mercado devido à facilidade de aplicação e velocidade de secagem.

Produtos como a Bio-espuma (biodegradável) e o uso de resinas vegetais na área médica compreendendo a construção, fixação, restauração ou expansão óssea em procedimentos ortopédicos mostram uma realidade auspiciosa para o contínuo uso destes produtos.

Por: Ademar Paulino de Arantes Filho – Engenheiro Civil,
Raul Cazzoto Oliveira – Bacharel em Química Pesquisa e Desenvolvimento

Fonte: www.anapre.org.br



Conservação, Manutenção e Limpeza de Pisos Industriais

Postado por: admin | Concreto | sexta-feira 8 abril 2011 13:08

Além dos produtos e técnicas existentes para manter a qualidade, é importante o uso correto, seguindo as especificações do fabricante com relação ao piso escolhido.

É importante saber que um piso industrial é parte integrante da atividade de qualquer empresa, não importando o segmento de mercado e porte operacional. Uma empresa preocupada com a qualidade e durabilidade de seu piso, deve estar atenta às especificações de limpeza, conservação e manutenção sugeridas pelo fabricante.

Limpeza
Medidas de limpeza se constituem a seco ou a úmido. A limpeza seca é feita com a utilização de um Mop (vassoura que contém panos absorventes em sua  extremidade que servem tanto para retirar a sujeira quanto para aplicação de um produto) do tipo pó ou vassoura hidrostática.

Já na limpeza úmida existem duas formas para manter o piso limpo: a partir de uma limpeza mecanizada, com lavadoras automáticas que lavam e sugam a sujeira com um aspirador e deixam a superfície seca ou manualmente.

Para tanto, utiliza-se Mop do tipo líquido que consiste em um balde duplo com espremedor, Mop do tipo líquido com aplicador de produtos químicos e máquinas lavadoras rotativas com aspiração, dotadas de escovas. Em ambos os casos, são utilizados detergentes que variam de acordo com o tipo de sujeira existente.

Não há como citar especificações dos métodos para cada tipo de piso, existem somente especificações para cada tipo de sujeira ou impregnação. Sujeiras do tipo pó deverão ser removidas com o Mop pó (limpeza à seco), em caso de áreas com impregnações de fácil remoção utiliza-se o Mop líquido.

Em áreas limpas, mas com assepsia rigorosa (indústrias alimentícias, farmacêuticas, laboratórios, entre outras) utiliza-se Mop líquido com aplicador de produtos químicos e em áreas com impregnações de difícil remoção utiliza-se máquinas lavadoras rotativas com aspiração, dotadas de escovas soft.

O princípio básico da limpeza é igual para qualquer tipo de piso, o que muda são os produtos destinados a cada um deles, desde um detergente neutro, até um detergente alcalino, dependendo do tipo de sujeira existente.

As enceradeiras industriais, quando aplicadas juntamente com um produto químico, também fazem o serviço de limpeza. É necessário que haja uma rotação adequada, aliada a correta utilização do disco na enceradeira. Com características e abrasividade diferentes, a escolha do disco varia de acordo com o tipo de sujeira a ser removida.

Em pisos porosos (concreto) a limpeza faz parte da conservação, pois em caso de não estar protegido, provavelmente a sujeira irá penetrar pelos poros, dificultando a limpeza, sendo necessário a utilização de produtos bastante agressivos para reverter a situação e que podem danificar o piso.

Em áreas industriais sem grande compromisso com contaminação, indica-se que a limpeza seja feita semanalmente. Já em indústrias alimentícias ou em superfícies que estão propensas a ter contato com graxas e óleos, a limpeza deve ser mais regular. (mais…)

Piso industrial de concreto reforçado com fibras de aço

Postado por: admin | Concreto | quinta-feira 31 março 2011 18:41

As fibras de aço para concreto começaram a ser utilizadas no Brasil a partir da década de 1990. Diversas pesquisas já foram realizadas desde então para o aperfeiçoamento dessa tecnologia e aplicação nos concretos para execução de pisos industriais. Hoje, é possível a especificação segura e execução com critérios internacionais de qualidade. O País, inclusive, detém diversos recordes de construção de pisos industriais e prêmios internacionais de qualidade.

Considerações de uso
Durante a fase de projeto será necessário analisar uma série de quesitos, que vão além de indicar unicamente a necessidade de um determinado tipo ou quantidade de reforço. O conjunto de todas essas considerações levará o profissional a definir a configuração mais adequada ao piso. Para combater os esforços mecânicos atuantes nas placas, podemos ter como alternativa o uso das fibras de aço.

Normalmente essas dosagens variam de 15 a 40 kg/m³, visando-se atingir resistência suficiente para que a placa absorva os carregamentos aplicados. Para a definição da fibra, devem ser considerados os ensaios de desempenho. São analisadas diferentes fibras em diferentes dosagens, até se chegar à matriz de concreto com a tenacidade necessária para combater os esforços mecânicos.É fundamental a utilização dos valores de tenacidade como parâmetro de avaliação do desempenho das diversas fibras existentes no mercado.

O método mais comum no Brasil para a determinação da tenacidade é o ensaio à flexão em vigas segundo a norma japonesa JSCE-SF4, de 1984, da Japan Society of Civil Engineers. Para se realizar esses ensaios deve-se recorrer a laboratórios qualificados. O desempenho das fibras dentro de uma matriz de concreto dependerá de vários fatores como: classe de resistência do concreto, dosagem de fibras (kg/m3), compatibilidade dimensional entre o agregado graúdo e o comprimento da fibra, forma geométrica, módulo de elasticidade, resistência mecânica e fator de forma (L/d) das fibras.

Propriedades e características para o traço
Antes de se definir o traço do concreto, é necessário conhecer qual o seu uso e as propriedades de resistência pretendidas, além de conhecer suas condições de aplicação, manuseio e possíveis alterações na trabalhabilidade após a adição de outros elementos como os aditivos e/ou as fibras. Em outras palavras, uma boa especificação não deve basear-se apenas na resistência mecânica e sim considerar outros fatores, por exemplo:

Compatibilidade dimensional com agregados graúdos: a relação entre o comprimento da fibra e o comprimento característico dos agregados deve ser a seguinte: L fibra > 2L agregado. Essa compatibilidade é determinada uma vez que com as referidas dimensões proporcionamos ganhos significativos na interceptação das fissuras, que geralmente ocorrem na interface entre argamassa e o agregado.

Fator água/cimento: menor que 0,55. Para os casos em que não se atinge a trabalhabilidade necessária, indicamos o uso de aditivos plastificantes; não há restrição quanto ao uso concomitante com as fibras de aço. Além disso, sabemos que o fator água/cimento está diretamente relacionado à trabalhabilidade da mistura e à quantidade de cimento, ou seja, se alguma das três variáveis se altera, é necessário corrigir as demais para conservar a mesma resistência. (mais…)

A Evolução do Mercado de Pisos Industriais

Postado por: admin | Concreto | quinta-feira 24 março 2011 17:29

Como se comportou o mercado de pisos industriais nos últimos 10 anos?

Executores e projetistas de pisos de várias localidades do país (Pernambuco, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo) estiveram reunidos na sede da ANAPRE, em São Paulo (SP), no dia 26 de outubro de 2010, para assistir à apresentação feita por Cláudio Pinheiro de Freitas sobre a evolução do mercado de pisos industriais nos últimos 10 anos.

Com vasta experiência no planejamento, execução e controle de pisos industriais, o apresentador forneceu aos presentes informações sobre projeto, concreto, patologias, concorrência, equipamentos, passivo técnico, passivo trabalhista, exigências do cliente, assim como análise dos custos e preço de venda praticado na última década.

Nos últimos dez anos, segundo Pinheiro de Freitas, o número de projetistas especializados em piso sofreu aumento considerável e o mercado passou a reconhecer o projeto como importante instrumento para a execução.

“O cliente, que antigamente não dava importância para o piso em sua obra, passou a ser exigente na questão técnica e estética deste e a negociação também passou a ser mais complexa, com diversas exigências na contratação dos serviços”, ressaltou.

Os custos embutidos em todos os serviços do setor, por sua vez, sofreram aumento médio total de 126%; porém, o preço de venda não acompanhou esta evolução e esta questão ainda é a grande  polêmica entre os atuantes no mercado de pisos e revestimentos de alto desempenho.

Após a exposição, abriu-se intenso debate entre os participantes que culminou com a importante constatação da necessidade de conscientização da importância de valorizar o mercado de pisos e revestimentosde alto desempenho.

Segundo o presidente da ANAPRE eng. Ademar Paulino de Arantes Filho, o evento atingiu seu objetivo por ter proporcionado aos presentes uma importante oportunidade  para o debate e análise dos vários cenários que se apresentam para o futuro do setor de pisos e revestimentos de alto desempenho nos próximos anos.

“Pretendemos continuar investindo neste tipo de atividade, inclusive convidando profissionais não associados, para que se aproximem da ANAPRE e tragam suas importantes experiências e contribuições para o setor. Como medida concreta, em 2011 realizaremos curso de custos de formação de preço sobre pisos industriais e RAD nos estados de Minas Gerais, Pernambuco e
Rio Grande do Sul”, enfatiza.

Fonte: www.anapre.org.br.

Pisos industriais e suas técnicas

Postado por: admin | Concreto | sexta-feira 18 março 2011 13:18

Para que o processo de aplicação dos Pisos Industriais seja de qualidade e também duradouro é necessário desenvolver as seguintes etapas:

- Estudo e verificação do terreno onde será utilizado o Piso Industrial envolvendo também a sua drenagem e compactação.
- Definição do tipo de concreto a ser aplicado no Piso Industrial.
- Execução e Selagem das Juntas ou Tratamento de Juntas de Pisos Industriais.
- Aplicação de Endurecedores de Superfície e de resinas acrílicas de acordo com o Piso Industrial.
- Iluminação adequada durante a execução e implantação da obra.
- Acabamentos gerais específicos para cada tipo de Piso Industrial como por exemplo: viga de borda, caixas de passagem, abertura no Piso Industrial, canaletas, entre outros.

A realização da nivelação a laser da superfície do Piso Industrial também facilita o sucesso da obra. Da mesma forma, utilizar equipamentos e uma equipe técnica especializada no desenvolvimento desse tipo de projeto viabiliza resultados de qualidade.

Manutenção dos Pisos Industriais:

A manutenção de Pisos Industriais deve ser previamente estabelecida mesmo antes do início do projeto. Esse planejamento vai colaborar com a duração do Piso Industrial e com a facilitação da sua manutenção.
A manutenção do Piso Industrial tem como objetivo prevenir futuros dados e prévio desgaste do pavimento da industria.

A preservação do Piso Industrial pode variar de acordo com o tipo de material aplicado para a instalação do Piso e ao tipo de utilização que o Piso industrial é submetido.
De modo geral, as recomendações básicas para a manutenção e preservação dos Pisos Industriais são: (mais…)

Fibras metálicas para reforço de concreto

Postado por: admin | Concreto | sexta-feira 11 março 2011 13:12

Neste artigo técnico do Eng° Marcel Aranha Chodounsky, são apresentadas as formas de produção das fibras de aço, suas características e as principais recomendações durante a execução de um piso com adição de fibras.

O concreto reforçado com fibras nada mais é que um compósito constituído de duas fases – a matriz e as fibras. As propriedades deste compósito são determinadas pela interação entre as propriedades da matriz e das próprias fibras.

A utilização de compósitos já tem uma vasta aplicação em diversos segmentos, e vem experimentando grande expansão também na construção civil, com algumas aplicações já consagradas como as telhas de fibrocimento, painéis de vedação vertical, placas de plásticos reforçados com fibras de vidro, e em estruturas de concreto de túneis, de pisos industriais e pavimentos rígidos.

As fibras podem ser sintéticas e orgânicas (polipropileno ou carbono), sintéticas e inorgânicas (aço ou vidro), naturais e orgânicas (celulose) ou naturais e inorgânicas (asbesto ou amianto).

Fibras de aço

As fibras de aço podem ser obtidas a partir de diferentes processos de produção, havendo três tipos produzidos e comercializados no Brasil atualmente:

• Fibras de aço produzidas a partir da sobra da produção de lã de aço, cortadas com comprimentos variando entre 25 e 60 mm (1” e 2 ¼ ”), sendo conformadas longitudinalmente de modo a obter um perfil ondulado. Hoje, salvo encomendas especiais para obras de grande porte, os fabricantes têm disponibilizado este tipo de fibra somente com comprimento de 38 mm e diâmetro equivalente (diâmetro da circunferência com área equivalente à seção transversal da fibra) de 1,05 mm.

São as fibras de aço de menor preço e desempenho, porém dependendo dos preços de mercado das armaduras convencionais (telas soldadas e barras de aço) e dos outros tipos de fibras, podem constituir uma solução de excelente relação custo-benefício, o que viabiliza seu uso mesmo em dosagens bem maiores;

• Fibras de aço produzidas a partir do corte de chapas de aço (convencional ou inóx), resultando em seção transversal retangular, tendo suas extremidades conformadas para obtenção de ancoragem em gancho. Normalmente, apresentam preço e desempenho maiores que as fibras onduladas, porém menores que as fibras de trefiladas;
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